25 abr. 2008

máis abril



A formiga no carreiro
Vinha en sentido contrario
Caiu ao Tejo, caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou, trepou ás tábuas
Que flutuavam nas águas
E de cima duma delas
Virou-se pró formigueiro:
Mudem de rumo
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rúa, caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu, abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se pró formigueiro:
Mudem de rumo
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

A formiga no carreiro
Andava à roda da vida
Caiu em cima, caiu em cima
De uma espinhela caída
Furou, furou à brava
Numa cova que alí estava
E de cima duma delas
Virou-se pró formigueiro:
Mudem de rumo
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro.

1 comentario:

ybris dijo...

No se nos olvida el 25 de abril aquel a los veteranos ¿verdad?
Ya te había leído por aquí su Grândola, Vila Morena pero no había escuchado nunca esta excelente Formiga no carreiro.
Tres hurras a Zeca Afonso y a aquella revolución de los claveles.

Gracias y un beso fuerte.